Nova tecnologia de localização sem-fio poderá aumentar segurança em eventos esportivos
- Escrito por Rosa Sposito - Criado em Segunda, 25 Outubro 2010 14:36
A tecnologia que está sendo oferecida no Brasil é utilizada nos Estados Unidos, especialmente em aplicações críticas como os sistemas que dão suporte a serviços de emergência.
Uma nova tecnologia de localização sem-fio, de alta precisão, está sendo oferecida no Brasil, com o objetivo de atender, principalmente, às necessidades de segurança decorrentes dos grandes eventos esportivos a serem realizados no país – a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Batizada de Uplink Time Difference of Arrival (U-TDOA), essa tecnologia já vem sendo utilizada nos Estados Unidos, especialmente em aplicações críticas como os sistemas que dão suporte a serviços de emergência (911).
“Nesses casos, é necessário obter a localização exata da pessoa que está chamando o serviço, seja qual for o aparelho ou a tecnologia do celular utilizado para fazer a ligação”, afirma Brian Varano, diretor de marketing da TruePosition, empresa norte-americana que oferece uma solução baseada em U-TDOA. Segundo ele, uma das vantagens dessa tecnologia em relação ao GPS (Global Positioning System), hoje bastante utilizado em aplicações que requerem a localização de dispositivos móveis, está justamente no fato de funcionar com qualquer aparelho celular (CDMA, GSM, 3G), sem necessidade de nenhum componente específico de hardware ou software – no caso do GPS, por exemplo, o celular precisa estar equipado com um chip apropriado para ser localizado.
O U-TDOA é um sistema de localização sem-fio terrestre, que utiliza unidades de medição (LMU) instaladas nas torres das redes celulares. Consiste em uma técnica que mede o tempo que o sinal do celular leva para chegar às LMUs e, então, utiliza as diferenças entre esses tempos para calcular a localização exata do dispositivo móvel. Por ser um sistema terrestre, o U-TDOA apresenta outra vantagem em relação ao GPS: a capacidade de detectar sinais procedentes de praticamente qualquer ambiente, inclusive edifícios e outros locais com algum tipo de obstrução ao sinal de satélite. A precisão é, basicamente, a mesma do GPS: 50 metros de raio.
Varano afirma que, nos Estados Unidos, a tecnologia U-TDOA foi escolhida pelas operadoras AT&T e T-Mobile para a localização de chamadas para o serviço 911, sendo responsável por mais 60 milhões de ligações por ano. Segundo ele, a Espanha e diversos países da América Latina também demonstraram interesse em utilizar essa tecnologia em serviços de emergência.
No Brasil, contudo, por causa dos próximos eventos esportivos, a intenção da TruePosition é oferecer outro tipo de aplicação, voltada para a área de segurança. Varano explica que a solução da empresa combina a tecnologia U-TDOA com um sistema de data mining (mineração de dados) sofisticado, que permite não só localizar a origem das ligações como também criar mecanismos de proteção, em tempo real, de ambientes e infraestruturas críticas, como grandes estádios, hidrelétricas, ou instalações da indústria de petróleo e gás, por exemplo.
Uma das possibilidades é a criação de cercas virtuais (de radiofrequência) em torno dessas instalações, de modo a permitir o envio de alertas e o monitoramento de celulares não autorizados a entrar nessas áreas. “Quando um celular não autorizado cruza essa barreira virtual, uma mensagem é enviada imediatamente ao sistema de segurança, que pode passar a monitorá-lo. Além disso, a solução permite saber para quem ele ligou, de quem recebeu ligação, ou ainda enviou mensagens de texto”, acrescenta Varano.
Outra aplicação da tecnologia U-TDOA, que está sendo oferecida como serviço nos Estados Unidos, é o rastreamento de pessoas portadoras de doenças como autismo ou Alzheimer. Varano conta que já existem dispositivos do tamanho de um relógio de pulso, equipados com chip de celular, que permitem localizar em segundos a pessoa desaparecida – basta o responsável por ela solicitar a ativação do serviço. Em geral, o serviço é oferecido pela operadora móvel aos usuários.
E temos também o RADAR / EKAHAU comentado na monografia de Peter Kreslins Junior que fala um pouco sobre o Wireless e Gps retirado do site:
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